CAMPEONATO MUNDIAL INDOOR – BIRMINGHAM 2003: ANÁLISE TÉCNICA DOS ATLETAS BRASILEIROS DE SALTOS

Nelio Alfano Moura – Treinador Nacional de Saltos

Confederação Brasileira de Atletismo / Clube BM&F Atletismo

Introdução

No mês de março de 2003, foi realizado na cidade de Birmingham, na Inglaterra, o 9º Campeonato Mundial de Atletismo Indoor. Nessa ocasião, após 14 anos, voltamos a ter um atleta brasileiro no pódio, com a conquista da medalha de bronze pela atleta Maurren Higa Maggi, na prova do salto em distância. Esse não pode ser considerado, no entanto, um resultado esporádico: os saltadores brasileiros estão voltando a ocupar lugar de destaque no cenário internacional, em ambos os sexos e em diversas categorias (do menores ao adulto).

 

Resultados

O Brasil teve representantes em duas provas de saltos: salto em distância feminino, com Maurren Higa Maggi, e salto triplo masculino, com Jadel Gregório. Coincidentemente, devido a índices de participação rigorosos, nenhuma das provas teve número suficiente de atletas para realizar qualificação, portanto foram realizadas como final no horário da final. As tabelas I e II apresentam os resultados de ambas.

Tabela I. Resultados Oficiais – SALTO EM DISTÂNCIA – Feminino – Final

Domingo, 16 de Março de 2003 - 13:40

Pos

Atleta

País

Marca

 

1

Kotova Tatyana

RUS

6.84

(WL)

2

Kravets Inessa

UKR

6.72

 

3

Maggi Maurren Higa

BRA

6.70

(AR)

4

Rublyova Olga

RUS

6.68

 

5

Xánthou Níki

GRE

6.47

 

6

Pilátou Stilianí

GRE

6.47

 

7

George Anju Bobby

IND

6.40

 

8

Vaszi Tünde

HUN

6.39

 

9

Montaner Concepción

ESP

6.34

 

Atleta

Kotova Tatyana

6.84

X

6.68

6.81

X

X

Kravets Inessa

6.50

6.66

6.68

6.67

6.67

6.72

Maggi Maurren Higa

6.41

6.64

6.70

6.51

X

6.45

Rublyova Olga

6.58

6.68

6.64

X

X

X

Xánthou Níki

6.44

X

6.47

6.28

X

6.47

Pilátou Stilianí

X

6.42

6.47

X

X

X

George Anju Bobby

6.25

6.40

6.40

X

X

X

Vaszi Tünde

6.15

6.34

6.38

6.26

6.15

6.39

Montaner Concepción

6.34

4.77

6.20

NM

NM

NM

 

Tabela II. Resultados Oficiais – SALTO TRIPLO - Masculino – Final

Domingo, 16 de Março de 2003 - 16:07

Pos

Atleta

País

Marca

 

1

Olsson Christian

SWE

17.70

(WL)

2

Davis Walter

USA

17.35

(PB)

3

Quesada Yoelbi

CUB

17.27

(SB)

4

Edwards Jonathan

GBR

17.19

 

5

Rusan Timothy

USA

16.88

 

6

Gregório Jadel

BRA

16.86

 

7

Glavatskiy Aleksandr

BLR

16.66

 

8

Oprea Marian

ROM

16.59

 

9

Letnicov Vladimir

MDA

16.20

 

Atleta

Olsson Christian

16.95

16.64

X

17.28

17.31

17.70

Davis Walter

16.74

16.44

16.52

16.85

16.92

17.35

Quesada Yoelbi

16.53

16.96

X

16.92

16.54

17.27

Edwards Jonathan

16.79

17.01

14.58

15.02

17.19

17.00

Rusan Timothy

X

X

16.68

16.80

X

16.88

Gregório Jadel

X

16.68

X

X

X

16.86

Glavatskiy Aleksandr

16.45

16.45

16.28

15.64

16.16

16.66

Oprea Marian

16.59

16.51

X

X

16.54

16.41

Letnicov Vladimir

X

16.14

16.20

NM

NM

NM

 

 

Pela primeira vez na história, conquistamos uma medalha em Campeonatos Mundiais de Adultos no sexo feminino. Mais que isso, foi nossa primeira medalha em provas de campo em Mundiais de Adultos. A colocação de Jadel é também a melhor já obtida por atletas brasileiros do sexo masculino em provas de campo nos mundiais indoor.

 

Análise Técnica e Discussão

Uma das tarefas mais corriqueiras de treinadores de provas técnicas é a análise qualitativa do desempenho de seus atletas. Diariamente, de maneira consciente ou não, comparamos suas performances com um modelo "ideal", identificamos pontos positivos e negativos dessa performance, tentamos reforçar aqueles que são bem executados e, após selecionar prioridades, corrigimos aspectos que se afastam do modelo (HAY & REID, 1985). O uso de recursos relativamente simples (câmera de vídeo, software de análise de imagem) facilita e torna mais reprodutível esse procedimento. Nesse pequeno estudo, saltos realizados por Maurren Higa Maggi e Jadel Gregório no Campeonato Mundial Indoor de Birmingham – 2003 foram gravados com uma câmera digital mini DV, da marca Sony ®, modelo DCR-PC101. Posteriormente, essas imagens foram transferidas para um notebook Toshiba Satellite ®, equipado com processador Pentium III de 850 MHz e 256 Mb de memória RAM, por meio de um cabo IE 1394. O software DartTrainer ®, da DartFish Inc. ®, foi usado na captura e análise dos vídeos. Saltos realizados por eles em outras ocasiões, e/ou por outros atletas foram também analisados para efeito de comparação.

 

Maurren Higa Maggi

Preparação para o Mundial: Apesar de diversas tentativas, Maurren não teve a possibilidade de participar de competições indoor esse ano. A prova do salto em distância foi realizada pouquíssimas vezes, com grande intervalo entre as competições, e a opção foi permanecer treinando e – na medida do possível – competindo no Brasil. A falta de competições de nível mais alto, sob as condições características de provas indoor, no entanto, foi claramente um fator negativo em sua preparação final, e interferiu no resultado, que poderia ter sido ainda mais significativo. Vale lembrar que as atletas européias tiveram, além dos poucos meetings internacionais, a possibilidade de saltar em seus campeonatos nacionais e em Glasgow (competição destinada exclusivamente a atletas europeus).


Corrida de Abordagem: Maurren utilizou uma corrida com 19 passadas e saída lançada, que tem se mostrado adequada para a consecução dos objetivos de velocidade, precisão e posicionamento. No Mundial, porém, Maurren não foi capaz de atingir a tábua com a precisão que lhe era habitual, e teve sérios prejuízos com isso. Em seu melhor salto da competição (6,70m) usou apenas 5 centímetros da tábua, como se vê na Figura 1 (considera-se uma boa abordagem quando ao menos 12 centímetros são utilizados). Embora não tenhamos dados quantitativos à nossa disposição, a comparação com um salto ao ar livre de 7,17m (vento favorável de +2,8 m/s) realizado pela mesma atleta em 2002 indica uma menor agressividade na corrida em Birmingham, que deve ter levado a menores valores de velocidade de abordagem e a variações em seu padrão habitual de corrida, reduzindo assim também a precisão da abordagem.

Figura 1.

Transição corrida-salto: Tecnicamente, as ações realizadas por Maurren nessa fase são muito boas. O apoio sobre a planta do pé no penúltimo apoio permite abaixar o CG adequadamente, criando o pré-requisito para que se aumente a velocidade vertical na saída da tábua. No entanto, claramente ela esteve mais distante da tábua ao término da penúltima passada que o habitual, o que aumentou a amplitude e duração da última passada, fatores que em seu caso normalmente levam a perdas de rendimento. Um dos principais pontos fortes de Maurren – a rápida condução da perna de impulsão no início da última passada – não se evidenciou em Birmingham, o que se pode constatar facilmente comparando a posição da mesma no instante do apoio do pé esquerdo nesse salto e em seu salto-referência de 7,17m (Figuras 2a e 2b).

Figura 2.a / Figura 2.b

Ação sobre a tábua: o ângulo máximo de flexão do joelho foi de aproximadamente 145,6º - valor adequado para saltadoras de elite mundial, e que indica que Maurren teve sucesso na tentativa de minimizar o deslocamento vertical do CG durante a fase de amortização (contração excêntrica). Isso cria uma grande tensão nos músculos extensores dos membros inferiores, aumentando a força inicial e a possibilidade de manifestá-la de maneira explosiva (LUHTANEN & KOMI, 1979). Apesar disso, o valor observado em seu salto de 7,17m foi ainda melhor: 150,5º (Figuras 3a e 3b) A duração do contato com a tábua em ambos os casos foi de 0,117 s.

Figura 3.a / Figura 3.b

Fase aérea: O objetivo dos gestos realizados durante a fase de vôo é controlar a rotação para a frente, que invariavelmente é gerada em saltos competitivos, mantendo assim uma posição adequada do corpo no ar e criando as condições para uma boa aterrissagem. A técnica de vôo escolhida por Maurren para cumprir esse objetivo é uma variação do salto estendido (hang technique). Essa técnica, embora não seja capaz de reverter a tendência de rodar para a frente, aumenta de maneira considerável o momento de inércia, e diminui muito a velocidade de rotação (Figura 4).

Figura 4

 

Aterrissagem: A posição de Maurren no momento da aterrissagem (Figura 5) é exemplar: pés paralelos no instante em que tocam a areia, e bem à frente do CG. O tronco ligeiramente para frente irá facilitar a passagem sobre o apoio, evitando perdas na distância de queda. O quadril está bem baixo, indicando que houve um bom uso do tempo de vôo disponível, e os braços lançados para baixo e para trás fazem com que o CG esteja tão baixo quanto possível com relação à areia, e tão atrasado quanto possível em relação aos calcanhares, dois indicadores importantes de eficiência no momento da queda.

Figura 5

 

 

Jadel Gregório

Preparação para o Mundial: Ao contrário de Maurren, Jadel participou da temporada européia indoor, com excelentes atuações. Participando do Circuito Energizer Euroseries, que reuniu as quatro mais importantes competições em pista coberta do continente europeu, Jadel conquistou 2 medalhas de prata e uma de bronze, classificando-se em terceiro lugar na somatória de pontos. Nas três competições em que ganhou medalha, Jadel saltou acima de 17 metros, e – com exceção de Jonathan Edwards – venceu ao menos uma vez todos seus principais adversários. Essa boa campanha lhe deu muita confiança, e pode-se dizer que Jadel chegou a Birmingham em condições de cumprir seu primeiro objetivo (colocar-se entre os seis primeiros), mas também com chances concretas de disputar um lugar no pódio. No final, a sexta posição pode ser considerada uma boa colocação, e demonstra que Jadel pode ter um futuro ainda mais promissor em competições desse nível.

Corrida de Abordagem: Jadel enfrentou problemas bastante sérios em sua corrida de abordagem, que fizeram com que tivesse apenas dois saltos válidos, um nulo e três saltos não iniciados devido a erros muito grandes na abordagem. Jadel tem uma marca de 13 passadas lançadas, e o início de sua corrida ocorria na pista inclinada da saída dos 200m (Figura 6). Isso criou uma condição anômala, onde pequenas variações na intensidade do início da corrida provocavam grandes alterações na amplitude da passada, e com isso grandes erros na abordagem.

Figura 6

Transição corrida-salto: Se no salto em distância as ações preparatórias para o salto são muito evidentes, no caso do salto triplo elas são muito mais discretas: basicamente se resumem à realização de uma corrida mais "alta", e a um pequeno aumento na freqüência das passadas (HUTT, 1988). Em sua melhor tentativa, Jadel apresentou uma boa transição, embora não se possa dizer se os valores de velocidade gerados durante a corrida foram adequados.


Ação sobre a tábua: Caracteristicamente, Jadel procura fazer um Hop baixo e não muito longo. Isso se deve principalmente ao fato de ter uma massa corporal muito elevada (entre 102 e 105 kg), o que, caso optasse por uma distribuição Hop-dominante, impossibilitaria a continuação do salto de maneira adequada, e provocaria um risco aumentado de lesão. A amplitude do Hop é determinada em sua fase de impulsão, quando se pode exercer força sobre o solo. Jadel abordou a tábua com uma posição alta, conseguiu manter o joelho bem estendido e fez o contato pouco à frente do CG. Tudo isso lhe possibilitou atingir o objetivo de fazer um salto relativamente curto, porém rasante e rápido. Sua posição de saída é excelente, e dá toda a impressão de que "passou correndo" pela tábua (Figura 7).A abordagem foi também muito precisa, ocorrendo a apenas 0,002m da linha de medição (BUTLER, 2003).

Figura 7

Distribuição dos saltos: Os resultados reportados por BUTLER (2003) indicam que Jadel fez uso da técnica equilibrada: 5,95m no Hop, 4,97m no Step e 5,94m no Jump, com valores percentuais de 35,29%, 29,47% e 35,23% respectivamente. A incapacidade de produzir nessa competição um salto Jump-dominante, como é a característica de seus melhores esforços, pode ser explicada a seguir.


Hop (5,95m – 35,29% ):

Fase aérea – Mesmo atletas com características semelhantes às de Jadel (que realizam saltos equilibrados ou Jump-dominantes) procuram realizar o movimento completo de "manivela" com a perna de impulsão. Nesse movimento, tão logo a perna de impulso abandone a tábua, o calcanhar é levado em direção ao glúteo, ao mesmo tempo em que o joelho é elevado até atingir a altura do quadril. A partir desse momento, é possível estender rapidamente o joelho (mantendo o pé em flexão dorsal), e logo em seguida estender o quadril (trazer a perna para trás), criando as condições para realizar uma queda ativa com grande conservação de velocidade horizontal. Jadel realiza todos esses gestos, embora seja possível refinar tecnicamente cada um deles: vê-se na figura 8 uma boa ação da perna de impulsão, com o calcanhar passando bem alto, porém com o quadril um pouco atrasado. A figura 10 mostra o final da ação de "manivela", onde Jadel apresenta o tronco muito atrasado e exageradamente rodado para o lado direito.

Figura 10 / Figura 9 / Figura 8

Queda – Quedas ativas implicam em trazer o pé para trás, ao mesmo tempo em que o corpo todo desloca-se para frente. Se o movimento do pé para trás for tão rápido quanto o movimento do CG para frente, não haveria perdas de velocidade horizontal. Isso normalmente não ocorre (o pé sempre terá alguma velocidade para frente no momento da queda), mas quanto mais rápido ele estiver se deslocando para trás EM RELAÇÃO AO CG, menores serão essas perdas. Essa é uma fase crítica, e a posição adotada por Jadel na figura 11 indica que ele foi capaz de trazer seu pé para trás, diminuindo de maneira ótima as perdas de velocidade horizontal.

Figura 11

 

Step (4,97m – 29,47%):

Impulsão – O salto triplo apresenta uma particularidade em relação às outras provas de saltos: por duas vezes, uma nova fase de impulsão deve ocorrer imediatamente após uma aterrissagem. A transição do Hop para o Step é particularmente problemática, pois representa o instante onde as maiores forças de reação do solo se oferecem ao saltador, podendo chegar a 22 vezes o peso corporal (AMADIO, 1985). Na verdade, em nenhuma outra atividade voluntária humana esses valores são tão altos. Mesmo com uma grande massa corporal, Jadel foi bastante competente para lidar com essas forças, principalmente por ter sido capaz de realizar uma queda ativa. Seu tempo de contato aproximado foi de 167 ms, um valor no limite superior dos observados entre saltadores de elite, mas ainda assim apropriado para essa fase. A posição de saída de Jadel, no entanto, demonstra que a ação da perna livre não foi devidamente ativa (nota-se na figura 12 que o joelho encontra-se bem abaixo da altura do quadril, com seu ângulo muito aberto).

Figura 12

 

 

Fase aérea – Jadel apresenta uma boa posição durante a fase aérea do Step, com tronco ereto, quadril em extensão, e um grande afastamento entre os dois joelhos. A perna direita flexionada atrás do corpo mostra uma boa descontração, e é um dos pré-requisitos para a rápida condução à frente que deveria ocorrer durante a próxima fase de impulsão. O ângulo bastante aberto do joelho da perna livre, no entanto, não é desejável, pois não lhe permitirá realizar uma rápida ação de contra-movimento, que seria benéfica na busca de uma queda ativa.

Figura 13

 

 

Queda – Como se vê na figura 14.a, Jadel realiza o contato com o solo na queda do Step bem à frente do quadril. Embora a posição estática possa parecer adequada, comparando-se com o mesmo instante apresentado por Christian Olsson na figura 14.b (na tentativa em que, com 17,70m, garantiu a conquista da medalha de ouro) vê-se que a diferença na distância horizontal do pé até o CG é muito grande. Outro fator que chama particularmente a atenção é a diferença na posição dos braços dos dois atletas. A posição mais adiantada de Olsson com relação a Jadel indica que o contato será muito mais ativo (velocidade do pé para trás em relação ao CG mais alta), o que permitirá uma muito maior conservação de velocidade horizontal.

Figura 14 (a) / Figura 14 (b)

 

Devido à incapacidade de realizar uma queda ativa com o ponto de contato mais próximo da vertical do CG, Jadel experimentou forças negativas muito grandes, e sofreu um colapso acentuado da perna de impulsão (figura 15).

Figura 15

 

Jump (5,94m – 35,23%):

Impulsão – Os tempos de contato estimados para Jadel e Olsson foram 217 ms e 167 ms, respectivamente. Essa grande diferença não é aceitável entre saltadores de elite mundial, e explica o motivo do rendimento insuficiente de Jadel nessa fase, especificamente nesse salto. Com grandes perdas de velocidade horizontal, seu Jump foi cerca de 40 cm mais curto que em outros saltos mensurados no passado.

 

Conclusão

Nessa análise, ficou claro que a atleta Maurren Higa Maggi atingiu um grau de maturidade técnica nas fases mais importantes do salto em distância que lhe permitia competir consistentemente no mais alto nível. Jadel Gregório, por outro lado, apesar dos excelentes resultados que vem obtendo, apresenta ainda vários aspectos importantes que precisam ser melhorados, particularmente aqueles que lhe possibilitarão efetuar de maneira mais eficiente a transição entre o Step e o Jump (queda ativa).

Ferramentas simples nos possibilitam analisar de maneira objetiva e reprodutível o desempenho em provas de saltos horizontais. O uso sistemático desse tipo de análise (qualitativa) pode trazer benefícios diretos para os atletas, e aumentar a possibilidade de intercâmbio e capacitação de treinadores.

 

Referências Bibliográficas

  1. AMADIO, A. C. Biomechanische Analyse des Dreisprunges. Tese de Doutoramento DSHS - Köln, 1985.
  2. BUTLER, M. (ed.). 9th IAAF World Championships in Athletics Statistics Handbook. IAAF, 2003
  3. HAY, J.G. e REID, J.G. As Bases Anatômicas e Mecânicas do Movimento Humano. Rio de Janeiro, Prentice-Hall do Brasil, 1985.
  4. HUTT, E., Hutt, E. Model technique analysis sheet for the horizontal jumps. Part II - The Triple Jump. New Studies in Athletics, 3:63-66, 1988.
  5. LUHTANEN, P. and KOMI, P.V. Mechanical power and segmental contribution to force impulses in long jump take-off. Eur J Appl Physiol, 41(4): 267-74,1979

 

 

 

Nelio Alfano Moura

neliomoura@uol.com.br

http://www.mmatletismo.com.br

 

Texto concluído em 1º de novembro de 2003